Elaine Fontes - COLETIVO 21

Elaine Fontes

Elaine Fontes is originally from Viçosa-MG and currently lives and works in São Paulo. She graduated from Escuela de Artes y Oficios Artísticos Mateo Inurria de Córdoba, Spain. Her work takes place at the intersection of painting, drawing, collage and embroidery, through which she ranges from gender issues to the regional daily life of the interior of Minas Gerais. By visiting craftsmanship as a traditionally feminine place, and as a secondary category in the history of art, the artist contributes to the debate that expands and rethinks some limiting hierarchies in history. Through sutures and patches, juxtapositions and overlaps, Elaine composes a visual vocabulary that aligns her inner world with intersubjective perspectives; through a practice that does not escape the passage of time. While the artist feeds on the natural transformations that result from her practice, quilts of memories are produced, fantasized and imagined, based on a logic of the fragment. Her works are, finally, the traces of an endless process of self-construction.

Sinestesia – o sabor das cores

A presente exposição explora em profundidade as semelhanças entre o mundo do vinho e da pintura, destacando os seus componentes físicos, químicos e o seu impacto sensorial nos indivíduos. O pensamento visual dos trabalhos apresentados baseia-se no conceito de sinestesia. Esta abordagem inspira-se numa análise empírica das semelhanças entre as características do vinho e da pintura, como a transparência e a intensidade, termos partilhados pelas duas disciplinas artísticas. A artista mergulhou então numa exploração aprofundada dos elementos comuns aos dois domínios, questionando o impacto semelhante do vinho e da pintura em quem os prova e contempla.

Os trabalhos desta série, produzidos em diversos suportes como tecidos transparentes, telas e vidros, bem como a utilização de técnicas de fabricação variadas, resultam dessa abordagem de pesquisa. Esta exposição pretende despertar a alma dos visitantes e provadores, bem como dos criadores, numa época em que a agitação do mundo moderno desloca as nossas raízes e nos distancia dos tesouros da experiência humana. Ao despertar todos os sentidos, surge um caminho para uma reflexão mais profunda e uma saúde mental plena, porque os nossos sentidos, estes portais para o mundo, tecem os primeiros elos entre o nosso ser e o universo que nos rodeia.

A exposição Sinestesia – o sabor das cores explora em profundidade as semelhanças entre o mundo do vinho e da pintura. Jean Claude, enólogo e eu, artista visual, começamos a pensar esse projeto juntos na Mediateca Edmon Charlot, em Pezenas França, onde animamos o tema com uma conferência sobre o vinho no Brasil e uma oficina de pintura.